Ciências

Agora é possível desenvolver mini-cérebro com 1 real

O que você faria com um real? Alguns cientistas conseguem fazer um cérebro

Por Editor

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Cientistas da Brown University, nos Estados Unidos, conseguiram desenvolver um mini-cérebro de baixo custo, cerca de 1 real. Isso mesmo: agora é possível desenvolver mini-cérebro de laboratório com 1 real. Esses pequenos cérebros não se tratam de um cérebro de rato, ou de outra pequena criatura que você pode estar tentando imaginar, mas sim uma pequena esfera de tecido do sistema nervoso central, que é capaz de formar conexões neurais eletricamente ativas, ou ainda sinapses, porém calme: esse modelo de cérebro não é capaz de produzir pensamento.

Os mini-cérebros que estamos falando contêm uma variedade de diferentes células, incluindo neurônios inibitórios e excitatórios. A sua construção permite a geometria 3D realista e possuem vida útil de até um mês sem degradar. Eles também têm um número semelhante de células por milímetro cúbico, semelhante as espécies de roedores, e isso proporciona os investigadores uma rede neurológica “realista” para trabalho.

Se você está se perguntando qual seria a utilidade disso, vamos a frente. O que você faz com duas moedas? É possível construir um mini-cérebro com 1 real

Pra que servem mini-cérebros de laboratório?

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Uma equipe de bioengenheiros da Universidade de Brown desenvolveram mini-cérebros rápidos e baratos. Hoffman-Kim laboratório / Brown University

Esses cérebros poderiam se tornar um complemento essencial para pesquisa em neurociência, uma vez que os cientistas podem expô-los a componentes químicos de drogas, relaciona-los com células-tronco, ou até mesmo submetê-los a correntes elétricas para verificar como eles se comportam.

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Quanto custam?

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Sobre o preço, essas bolas de tecido que imitam o cérebro podem custar $ 0,25 centavos de dólar ou algo próximo a R$ 1,00 real, aposto que você já gastou um real em coisas menos úteis, certo? Os mini-cérebros da Brown University não são pioneiros, mas se destacam por exigirem muito menos etapas do que métodos anteriores precisaram e por utilizarem material de fabricação baratos. Esse baixo custo, no entanto, conseguiu manter propriedades importantes, o que permite experimentos em uma variedade de técnicas biomédicas.

Veja o protótipo 3D desses mini-cérebro em um vídeo divulgado pela universidade:

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Tecidos tridimensionais para permitir experiências mais realistas do que os bidimensionais.

Questões éticas

Os pesquisadores não veem, até o momento, nenhum dilema ético no trabalho que desenvolvem. Mas, o cientista Knoblich afirma que não seria “desejável” desenvolver cérebros muito maiores do que os já estão em ação. Segundo Zameel Cader, neurologista e consultor do Hospital John Radcliffe, em Oxford, a pesquisa ainda não traz problemas éticos. “[O mini-cérebro] está longe de ter consciência do mundo exterior”, disse à BBC.

Para Martin Coath, da Universidade de Plymouth, “se [o mini-cérebro] se desenvolve de maneiras que reproduzem as do desenvolvimento do cérebro humano, o potencial para o estudo de doenças é claro. O teste de medicamentos, porém, é mais problemático. A maioria deles age em coisas como humor, percepção, controle do corpo, dor. E esse tecido que simula um cérebro não tem nenhum dessas coisas ainda”.

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