Cadeia alimentar – O que é, como se estrutura, exemplos e consequências

As cadeias alimentares são estruturas sequenciais as quais seres vivos servem de alimentos uns aos outros, em um processo natural e saudável.

Cadeia alimentar é uma relação sequencial estabelecida entre seres vivos em que um acaba servindo de alimento para outro. Sua principal função é transferir energia e matéria do ser que está abaixo da relação para aquele que está em cima.

O esquema de uma cadeia elementar é de fundamental importância para manter o equilíbrio dos ecossistemas, isto é, o conjunto de hábitats onde estão situados os seres vivos animais e vegetais.

Nesse sentido, desde as águias até as minhocas ocupam posições essenciais na manutenção da vida na Terra. Tudo tem início com a absorção da energia solar pelos primeiros organismos da cadeia, os produtores, que adquirem energia química e repassam para os próximos organismos da cadeia através do processo de caça.

Saiba abaixo como funciona uma cadeia alimentar, quais são seus participantes e entenda também o porquê da necessidade de manter cada uma dessas espécies regularmente funcionando.

Componentes da cadeia alimentar

Dentro de uma cadeia alimentar, os seres vivos podem ser organizados em três categorias diferentes.

Em primeiro lugar, é importante saber o significado do termo nível trófico. Nível trófico corresponde à posição que cada ser ocupa em uma cadeia alimentar. Tendo dito isso, confira agora quais são esses níveis e seus participantes:

Produtores

Corresponde ao primeiro nível trófico. Por serem o primeiro elemento de uma cadeia alimentar, estes conseguem produzir seu próprio alimento sendo denominados, portanto, autotróficos ou autótrofos.

Desse modo, eles não precisam se alimentar de outros seres para viver. Os principais exemplos desse nível são as plantas e algas.

Cadeia alimentar: o que é, como se estrutura, exemplos e consequências
Blog da Plantei

As plantas, por exemplo, utilizam a luz do sol e os nutrientes do solo para produzirem sua alimentação.

Consumidores

Os consumidores são os seres vivos de uma cadeia alimentar que consomem outros seres vivos para manter sua força e vitalidade necessárias para manter a sobrevivência. Correspondem ao segundo nível trófico.

Sendo assim, são chamados também de heterótrofos ou heterotróficos. Nesse nível da cadeia, podem existir vários tipos de consumidores, de acordo com a ordem de alimentação.

Por exemplo, na imagem a seguir o grilo se alimenta do ser autotrófico, no caso, a planta. Portanto, ele é classificado como consumidor primário.

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Blog Biologia Prof. Irlene

Em seguida, o sapo come o grilo, sendo então o consumidor secundário. Logo após, a cobra se alimenta do sapo, configurando o consumidor terciário.

Por último, está o gavião, que teoricamente se alimentou de todos os outros seres da cadeia, sendo denominado consumidor quaternário.

Essas divisões podem ainda ter continuidade, contudo a maioria das cadeias alimentares são pequenas por conta do reduzido aproveitamento de energia entre os participantes, que acaba se perdendo.

Caso houvesse mais um consumidor, seria chamado de quaternário e assim por diante.

Em suma, os consumidores primários são herbívoros ou onívoros, por se alimentarem exclusivamente ou majoritariamente por plantas e os secundários são carnívoros.

Decompositores

O fim de uma cadeia alimentar é formado por organismos como bactérias e fungos, que desempenham o papel de decompor a matéria orgânica, ou seja, corpos em decomposição em sua maioria.

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Consumidor moderno

Apesar disso, eles são responsáveis pela decomposição de qualquer matéria orgânica, de qualquer nível trófico.

Eles também são heterotróficos, uma vez que precisam de outros seres para sobreviver. Ademais, eles são a última etapa do ciclo e ajudam na produção do material inorgânico, a ser utilizado, em seguida, pelos produtores.

A partir de então, tem início uma nova cadeia alimentar.

Exemplos de cadeia alimentar

A cadeia alimentar terrestre ocorre entre seres vivos que moram na terra. Nesse exemplo simples, o rato se alimenta do milho, sendo o consumidor primário. Em seguida, a cobra come o rato e torna-se o consumidor secundário e a águia ingere a cobra, sendo então o consumidor terciário.

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Note que nesse caso não houve produtor, uma vez que o milho é apenas um alimento sem vida. Contudo, o esquema não deixa de representar uma cadeia alimentar, mesmo que incompleta.

Cadeia alimentar aquática

Ocorre entre seres que vivem na água, tendo o fitoplâncton como principal produtor.

No seguinte exemplo, a planta aquática (produtora) é comida pelo caramujo (consumidor primário), que é ingerido pelo lambari (consumidor secundário), que por sua vez é comido por um peixe ainda maior (consumidor terciário) que, por fim, é traçado pela garça, chamado de consumidor quaternário.

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Cola da Web

Cadeia e teia alimentar: tem diferença?

Sim. A cadeia alimentar tem um sentido unilateral e único, que obedece a uma sequência específica. Contudo, o melhor jeito de representar esse processo é através das teias alimentares, que nada mais são do que um conjunto de cadeias alimentares.

A diferença é que, ao contrário da cadeia, o ser vivo de uma teia pode ocupar diferentes níveis tróficos, isto é, podem ser ao mesmo tempo consumidores primários e secundários, por exemplo.

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Desse modo, as diferentes setas indicam que não há uma uniformidade entre quem se alimenta de quem em uma cadeia, uma vez que os seres podem ocupar mais de uma posição concomitantemente ao processo. Um exemplo são os animais onívoros, que comem plantas e também se alimentam de carne.

Impacto da alteração do ecossistema na cadeia alimentar

Quando uma nova espécie desaparece de um ambiente e, portanto, de uma cadeia ou teia alimentar, do mesmo que quando a mesma surge em um ecossistema, acaba causando um desequilíbrio ambiental grave.

Podem ser várias as consequências. Em primeiro lugar, o “surgimento” de uma nova espécie que não encontra alimento que lhe forneça energia o suficiente pode acabar eliminando-a. Em seguida, caso ela encontre este alimento, é bem provável que ele já tenha um “dono”, isto é, outra espécie que também se alimente da mesma fonte.

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Consequentemente, isso deve desencadear uma competição que acabará prejudicando um dos dois lados. Do mesmo modo, a ausência de predadores naturais pode fazer com que essa espécie se multiplique rapidamente, provocando transtornos como a redução desenfreada de suas presas.

Por último e não menos grave, a extinção de uma espécie também deve prejudicar bastante o andamento de uma cadeia/teia alimentar. Digamos que, em relação a imagem abaixo, o sapo venha a faltar devido a sua completa extinção da humanidade.

Isso provocaria a falta de alimento da cobra, que seria seu consumidor mais próximo. O que também aumentaria substancialmente o número de gafanhotos que deixariam de ter seu principal predador.

Em seguida, a planta que servia de alimento aos gafanhotos também acaba devido a proliferação da espécie, deixando-a sem alimento. Note que cada um dos seres de uma cadeia alimentar é de essencial importância para manter o equilíbrio da biodiversidade e, portanto, a harmonia na vida terrestre.

E então, o que achou do conteúdo de hoje? Se gostou, clique no link e saiba mais sobre a classificação dos seres vivos.

Fontes: Brasil Escola, Toda Matéria, COC, Brasil Escola

Imagens: Cola da Web, Passei Direto, Aprenda Bio, Blog Professora Irlene, Blog da Plantei, Consumidor Moderno, Aprenda Bio, Russia Beyond.

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