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Ciência – O que é, quando surgiu e qual sua importância

A Ciência consiste em uma comprovação acerca de determinada corrente de pensamento por meio de estudos, observações e experimentações

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Você consegue imaginar como seria a vida moderna sem a contribuição da ciência? Pois é! Sem os conhecimentos adquiridos através de métodos experimentais seria impossível esclarecer fenômenos antes impossíveis de serem selecionados, como a lei da gravidade ou os transtornos mentais.

De igual maneira, atualmente nos deparamos com um desafio imenso que pode ser solucionado apenas devido a colaboração científica. Afinal, a produção de vacinas é a única maneira de lidar com o vírus que está desolando as nações ao redor do mundo: o coronavírus.

Em resumo, todo o conhecimento produzido que tenha uma comprovação após a aplicação de um método científico pode ser considerado ciência. Nesse sentido, ela pode ser classificada em diversas áreas.

É possível definir o que é ciência?

Tudo que envolve conhecimento científico, por certo, conta com algum nível de complexidade. Até mesmo em sua formação e definição.

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Em poucas palavras, a ciência pode ser definida como uma justificativa, uma comprovação concreta acerca de determinada corrente de pensamento ou teoria. Entretanto, para que isso aconteça, é necessário que essa explicação seja devidamente fundamentada, por meio de estudos, observações e experimentações.

Ao longo da história da humanidade, diversos pensadores se propuseram a estudar diferentes ideias e, além disso, entender o porquê de determinada ideia ser de um jeito ou de outro.

A contribuição dos intelectuais para a consolidação científica

É imprescindível falar em ciência sem citar a contribuição de diversos pensadores para a consolidação da ideia. Nesse sentido, Aristóteles foi um dos primeiros a realizar uma observação científica da natureza, introduzindo a lógica aos fenômenos que observava.

Por outro lado, Galileu Galilei não apenas revolucionou a Astronomia ao criar o telescópio, como também foi um dos responsáveis por enriquecer a contribuição de Aristóteles, introduzindo a experimentação metódica ao método de observação do filósofo.

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Ciência: o que é, quando surgiu e qual sua importância
Sabedoria e Cia

Desse modo, qualquer hipótese fundamentada apenas por observação deveria ser testada e comprovada por meio de experimentos.

Em seguida, e após a morte de Galileu, foi a vez de Isaac Newton deixar o seu legado para a ciência moderna. Ao se debruçar sobre o estudo dos movimentos dos corpos, ele determinou um sistema de equações que explicava exatamente suas conclusões observadas através da observação e análise.

Foi assim que ele criou as três leis de Newton, que buscam esclarecer o comportamento estático e dinâmico dos corpos materiais.

Outros pensadores

Podemos citar ainda a contribuição de Thomas Kuhn, que introduziu o conceito de pré-ciência, ciência normal, paradigma e crise.

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Segundo ele, a atividade científica caminha por um ciclo que se repete continuamente. Assim, a pré-ciência seria o início, isto é, uma atividade desorganizada. Em cima dela, passa a atuar o paradigma, que seria o mínimo de fundamento obtido em experimentos anteriores que possa contribuir para o avanço da teoria em questão.

Em seguida, os cientistas trabalharam para criar o conceito de ciência normal. Isso quer dizer que foram aprofundados e observados diversos experimentos, verdadeiros ou não, que acabaram por gerar uma crise. E é através dessa crise que surgiram outros paradigmas a serem solucionados.

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Portanto, Kuhn determinou que o progresso da ciência ocorre dessa forma, sendo vista como uma série de erros que são solucionados por meio de infinitas tentativas e observações.

Por último, Karl Popper foi um cientista austríaco que criou o princípio da falseabilidade, ou seja, segundo ele uma teoria só seria válida se pudesse ser testada, de modo a comprovar sua possível “falsidade”.

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A ciência moderna e alguns fundamentos

São inúmeras as abordagens que tem como objetivo explicar os métodos científicos da atualidade. Entre eles, podemos citar o falsificacionismo, o indutivismo e o anarquismo do conhecimento.

O falsificacionismo, conforme citado rapidamente acima, define a teoria como meras especulações criadas pelo homem a fim de superar pensamentos anteriores. Segundo essa corrente, as teorias devem ser sempre questionadas para que o máximo de experimentações possam ser testadas.

Assim sendo, espera-se que futuramente alguém possa refutá-la a ponto de melhorar a experiência e contribuir para o avanço da ciência como um todo.

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Logo após, podemos citar o indutivismo. Essa ideia foi originada com Galileu e diz que primeiro deve ser feita a observação dos dados, tiradas as conclusões para só assim construir as teorias.

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Amplamente aceita, essa ideia tem ênfase na fundamentação teórica, que pode ser explicada. Em outros termos, vários observadores poderiam obter conclusões únicas (singularidade) e, a partir delas, chegar a um denominador comum (generalização) que pudesse ser embasado através da experimentação científica.

Em contrapartida, há o anarquismo, de Paul Feyerabend. Para ele, os métodos científicos são todos mal sucedidos, uma vez que, apesar de constatações similares serem encontradas por diferentes teóricos, há um espaço de interpretação que inviabiliza a lógica do experimento, abrindo caminho para a subjetividade.

Newton e Einstein, por exemplo, enxergavam de modo diferente os conceitos de massa e volume dos corpos. Enquanto para um essas ideias eram inteiramente válidas, para o outro elas já não podiam ser aplicadas.

Contudo, a ciência no mundo continua sendo utilizada e embasada através das experimentações, o que evidencia o sucesso das primeiras ideias.

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Os tipos de ciência

O Conselho Nacional de Pesquisas, ou CNPq, é o órgão que fomenta a pesquisa cientifica brasileira. Segundo ele, existem oito diferentes tipos de áreas de conhecimento.

Contudo, iremos destacar aqui os principais atualmente debatidos. São eles as Ciências exatas, as Ciências Humanas e as Ciências Biológicas.

As Ciências exatas se baseiam em raciocínios lógicos a partir de dados quantitativos. São aquelas áreas que utilizam fórmulas, dados, equações e outros tipos de números em suas explicações. As principais são a Física, Biologia, Química e Matemática.

Ademais, há as Ciências humanas que estudam as relações humanas, buscando estabelecer padrões de comportamento e explicar o funcionamento da sociedade no decorrer dos tempos. Aqui, situam-se a História, Filosofia, Sociologia e Antropologia, entre outras.

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Ciência: o que é, quando surgiu e qual sua importância
Amber Sistemas

Uma outra área popularmente conhecida é a das Ciências Biológicas. Elas envolvem o estudo de organismos vivos, sem restrições. Aqui estão inseridas a Medicina, Enfermagem, Biologia e a Farmácia, além de várias outras.

As demais áreas do conhecimento, segundo o CNPq, são as Ciências Agrárias, Ciências da Saúde, Ciências Sociais Aplicadas, Engenharias e Linguística, Letras e Artes. 

O panorama geral da ciência no Brasil e no mundo

Atualmente, é possível perceber que o investimento destinado à ciência no mundo distribui-se de maneira bem desigual.

De acordo com um estudo divulgado em 2020 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, a pandemia do novo coronavírus evidenciou esse panorama através dos incentivos financeiros destinados pelos países exclusivamente a esse combate.

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Ciência: o que é, quando surgiu e qual sua importância
Fachada da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro

Enquanto o Canadá criou um fundo de investimento específico para tratar dos impactos da doença, destinando 11,8% de seu orçamento total, o Brasil destinou apenas 1,8% da sua arrecadação.

Esses valores impactaram diretamente no número de casos, assim como no fornecimento de materiais de utilidade pública essenciais para o controle do vírus, como luvas protetoras e máscaras de proteção.

Em síntese, toda a prosperidade e avanço de um país perpassa pelas contribuições cientificas. Isso porque sem elas é impossível disseminar um conhecimento de qualidade e que seja efetivamente verdadeiro.

E, para que isso ocorra, é imprescindível a adoção de politicas públicas educacionais que incentivem a produção e valorize os profissionais que se dedicam a tal prática.

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E aí, gostou do nosso conteúdo? Confira também: Problemas ambientais, quais são? Causas e principais consequências

Fontes: Politize, Toda Matéria, Unicesumar, Ipea

Imagens: Nossa, UCB, Sabedoria e CIA, CTSA1NECT, Netnature, Amber Sistemas, Agência Brasil.

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