Fordismo: o que é, origem, características, declínio e resumo

O fordismo é um modelo de produção industrial, criado por Henry Ford, nos Estados Unidos, no início do século XX.

O fordismo surgiu em 1914 e foi uma ideia do norte-americano Henry Ford.

No entanto, este modelo foi adaptado do taylorismo, criado na Europa por Frederick Taylor.

Sendo assim, certas mudanças na linha de montagem e a padronização dos produtos ajudaram na alta produtividade aliado ao baixo tempo de produção.

Em resumo, para que o seu modelo de produção desse certo, Henry Ford investiu em maquinário e instalações adequadas. Isso tornou a produção mais fácil.

Resumo sobre o fordismo

  • Henry Ford criou o fordismo no início do século XX.

  • Esse sistema foi criado por causa da necessidade da indústria em elevar a produtividade das fábricas.

  • O fordismo é caracterizado por: linha de montagem automatizada, trabalho especializado; e controle de qualidade no final do processo produtivo.

  • Os dois principais objetivos do fordismo são: aumento da produtividade e a diminuição dos custos de produção.

  • Um dos motivos pelos quais este modelo entrou em declínio, foi pelo grande aumento dos estoques fabris causados pela superprodução industrial.

  • Por fim, a grande diferença entre o fordismo e o toyotismo é a lógica de produção. Isso porque, o toyotismo tem o chamado  just in time.

Origem e contexto histórico

No final do século XIX, a Segunda Revolução Industrial aumentou muito a produção de mercadorias. Também houve o crescimento no número de indústrias em todo o mundo.

Nesse sentido, as inovações tecnológicas surgiram como forma de aumentar as produções. Isso em um espaço de tempo menor.

O primeiro a conseguir atender essas novas adequações do mercado de trabalho foi Frederick Taylor. Desse modo, ele criou o taylorismo.

Em resumo, esse sistema tinha como base a produção no tempo de movimento dos trabalhadores. Sendo assim, cada funcionário se adaptava ao ritmo da máquina.

Dessa forma, havia menos interrupções na linha de produção e mais produtividade. Já em 1909, Henry Ford usou esse modelo como base para um novo sistema, o fordismo.

Ford notou que mesmo com o sistema de Taylor, a produção industrial não era tão alta quanto o desejado.

Desse modo, ele inseriu outras técnicas visando elevar a produção e reduzir os custos. Sendo assim, Ford ajudou na revolução da indústria e na produção de mercadorias.

Características do fordismo

As principais características do fordismo são:

1- Especialização do trabalhador

Cada trabalhador era especialista em fazer certo trabalho. Sendo assim, cada pessoa desempenhava uma única tarefa no sistema de produção.

O intuito disso era eleva a produtividade. Isso com base na ideia de que o profissional poderia focar em uma única coisa e, dessa forma, produzir mais.

2- Linha de montagem

Uma das principais inovações do modelo fordista, foi a criação de uma esteira rolante automatizada.

Em resumo, a esteira serve para auxiliar no transporte de matérias-primas ao longo da linha de produção.

Portanto, ela torna mais fácil o trabalho das máquinas e operários. Além disso, ela ajuda a diminuir o tempo de produção.

3- Produção em massa

A produção em massa ajudou a aumentar os lucros. Isso junto com um controle da padronização da produção e do aumento da produtividade fabril.

Além disso, a produção em massa permitiu a redução dos preços dos produtos, o que ajudou o aumento do consumo das famílias.

Apesar das vantagens, a produção em massa foi um dos fatores que levou ao declínio do fordismo.

4- Controle de qualidade

No fordismo, o controle de qualidade corresponde à última etapa do processo produtivo. Sendo assim, no final da linha de montagem, há um profissional para analisar a qualidade.

5- Produtividade

A produtividade é a base do sistema fordista. Sendo que o aumento da produtividade está ligado a diminuição de custos e controle de tempo.

Além disso, existe uma preocupação em reduzir o desperdício de matérias-primas na linha de montagem.

6- Padronização da produção industrial

Por fim, a padronização da produção é possível por causa dos equipamentos industriais. Sendo que o uso de máquinas reduz a quantidade de erros e diminui o desperdício de matérias-primas.

As mudanças do fordismo

O fordismo causou várias mudanças no funcionamento das indústrias. Além disso, ele mudou a estrutura econômica, trabalhista e social das sociedades.

Essas mudanças têm relação com as técnicas mais modernas de produção, com base na automatização das linhas de montagem.

Sendo que o fordismo também ajudou a reduzir os custos de produção. Desse modo, as empresas passaram a ter maiores lucros.

Também houve a redução dos preços dos produtos. Portanto, as pessoas passaram a consumir mais.

No entanto, este é um sistema muito excludente, que tem como base os movimentos especializados e repetitivos, sendo marcado pela exploração do trabalhador no processo produtivo.

Declínio do fordismo

O fordismo teve um grande sucesso, principalmente no começo do século XX. Sendo que ele ajudou a aumentar a produção e reduzir os preços dos produtos.

Dessa forma, houve uma crise de superprodução. Sendo assim, as empresas tinham uma grande quantidade de produtos estocados nas fábricas.

Ou seja, as empresas estavam produzindo mais do que a capacidade de compra da população. Esse grande excedente foi crucial para a crise do fordismo.

Na época de sucesso do fordismo, o contexto histórico era de grandes mudanças econômicas e de grandes disputas geopolíticas. Exemplo disso é a Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

No entanto, depois da guerra houve uma redução do comércio internacional. Por exemplo, houve a redução das exportações dos EUA para a Europa. Isso contribuiu com a crise de superprodução.

Enfim, esse cenário e vários outros fatores, resultaram na Crise de 1929, uma das maiores crises econômicas do mundo.

Diferenças entre fordismo, taylorismo e toyotismo

Os três modelos têm em comum o fato de que foram criados como uma resposta ao incremento da indústria mundial.

Desse modo, eles tinham como intuito definir técnicas de produção fabril que ajudassem no aumento da produtividade e diminuição de custos.

O 1º a ser criado foi o taylorismo, por Frederick Taylor. Em resumo, ele definiu padrões de produção com base na alienação do trabalhador e no controle do tempo de produção.

Por outro lado, o fordismo foi criado por Henry Ford. Sendo que ele teve como base as ideias do taylorismo. No entanto, ele teve várias inovações.

Por exemplo, foi neste modelo que a linha de montagem automatizada foi introduzida. Além disso, esse sistema tem como foco o trabalho especializado e a redução de custos.

Por fim, Eiji Toyota criou o toyotismo. Em síntese, esse modelo surgiu como uma forma de atenuar a crise de superprodução causada pelo sistema fordista.

Desse modo, o toyotismo tem como centro a ideia da produção flexível. Ou seja, a produção é de acordo com as necessidades do mercado. Essa técnica é conhecida como just in time.

Além disso, ele prega uma valorização do trabalhador fabril e do uso de ferramentas de alta tecnologia nas linhas de montagem.

Neste modelo, o conhecimento é muito importante. Isso o difere dos outros dois modelos, onde o trabalho era alienado e repetitivo.

Sendo que o aumento do uso de novas tecnologias neste modelo foi um dos fatores que causaram a Terceira Revolução Industrial.

Exercícios sobre fordismo

Enem (2013)

Um trabalhador em tempo flexível controla o local do trabalho, mas não adquire maior controle sobre o processo em si. A essa altura, vários estudos sugerem que a supervisão do trabalho é muitas vezes maior para os ausentes do escritório do que para os presentes. O trabalho é fisicamente descentralizado e o poder sobre o trabalhador, mais direto. SENNETT, R. A corro sã o do caráter: conseqüências pessoais do novo capitalismo. Rio de Janeiro: Record, 1999 (adaptado).

Comparada a organização do trabalho característica do taylorismo e do fordismo, a concepção de tempo analisada no texto pressupõe que:

a) as tecnologias de informação sejam usadas para democratizar as relações laborais.

b) as estruturas burocráticas sejam transferidas da empresa para o espaço doméstico.

c) os procedimentos de terceirização sejam aprimoradas pela qualificação profissional.

d) as organizações sindicais sejam fortalecidas com a valorização da especialização funcional.

e) os mecanismos de controle sejam deslocados dos processos para os resultados do trabalho.

Univesp (2017)

Dentre os problemas físicos aos quais os trabalhadores estão expostos, alguns dos que mais chamam a atenção são as Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT). Com o advento da Revolução Industrial, as novas funções exercidas pelos trabalhadores estavam em desacordo com as suas capacidades físicas. As inovações tecnológicas, por sua vez, agravaram esse quadro, principalmente com o surgimento de um modelo de produção denominado Fordismo. O Fordismo se caracteriza pela:

a) automação total do trabalho, deixando para os robôs as tarefas extenuantes e repetitivas.

b) adoção de horários flexíveis para os trabalhadores e ausência de estoque inicial.

c) valorização da criatividade dos operários e de sua saúde física e mental.

d) especialização do trabalhador, que ficou responsável pela realização de poucas e repetidas tarefas.

e) existência de células de trabalho, do uso do Kanban e de equipes responsáveis por todo o processo de produção.

Gabarito fordismo

Enem (2013): o certo é a opção e)

Univesp (2017): O certo é a opção d)

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Fontes: Capital; Toda Matéria; Mundo educação; Brasil Escola; Educa Mais Brasil; e, por fim; FM2S.

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