A história verdadeira de um homem que sobreviveu 382 dias sem qualquer alimento

A maioria das pessoas podem sobreviver algumas semanas sem se alimentar. No entanto, a fome prologada mata. Sem água é improvável que uma pessoa dure mais que uma semana, mas a quantidade de tempo que uma pessoa

A maioria das pessoas podem sobreviver algumas semanas sem se alimentar. No entanto, a fome prologada mata.

Sem água é improvável que uma pessoa dure mais que uma semana, mas a quantidade de tempo que uma pessoa consegue sobreviver sem alimento pode variar muito. Conheça a história de Angus Barbieri, um escocês de 27 anos  que por 382 dias não comeu nada.

O relato mais convincente da provação de Barbieri apareceu no Postgraduate Medical Journal em 1973. Seus médicos publicaram o relato descrevendo a experiência.

Segundo a publicação, Barbieri entrou no Departamento de Medicina da Universidade da Royal Infirmary de Dundee, na Escócia, procurando ajuda. O jovem de 27 anos era extremamente obeso, pesando 207 kg. Os médicos então, colocaram-no em jejum, imaginando que ajudaria Barbieri a perder algum peso. Porém, eles não pensavam que ele iria manter o jejum por muito tempo.

Os dias sem comida se tornaram semanas, Barbieri se sentiu motivado em continuar o programa.

Decidido em alcançar sem peso ideal de 59 kg, Barbieri continuou o jejum, assumindo os riscos já conhecidos sobre não se alimentar por mais de 40 dias. Para a surpresa dos médicos ele continuo sua vida normal sem se alimentar, indo ao hospital para exames periódicos.

Teste regulares de sangue mostravam que o jovem escocês estava com hipoglicemia, nível muito baixo de açúcar no sangue, essa era uma prova de que ele não estava mentindo e continuava em jejum. Semanas viraram meses.

Barbieri tomava vitaminas e outros suplementos em várias ocasiões. Ele foi autorizado também a beber café, chá e água gaseificada.

No final da provação, o escocês de 27 anos tinha atingindo 81 kg. Cinco anos mais tarde, foi constatado que ele conseguiu manter seu peso, pensando 89 kg.

Os limites do corpo humano

O jejum de Angus Barbieri sem dúvidas é um exemplo extremo de uma dieta de fome já registrada.

Aparentemente, existe um relato de um homem chamado Dennis Galer Goodwin que conseguiu ir ainda mais longe, ficando 385 dias de jejum para provar sua Inocência de uma acusação de estupro.

Em 1964 pesquisadores publicaram um estudo observado que a “fome prolongada” poderia ser um tratamento eficaz para a obesidade grave, com a experiencia de um paciente ficando de jejum 117 dias.

De certa forma, essas histórias mostram a habilidade notável do corpo humano em sobreviver apenas com suas reservar de gordura. Desde que essas reservas sejam grandes.

Ainda assim, os médicos abandonaram essa estratégia décadas atrás, apesar do êxito em vários casos, alguns pacientes morreram no processo.

Após um certo período de tempo o corpo “queima” os tecidos musculares também, eventualmente causando alterações físicas que aumentam drasticamente a chance de um ataque cardíaco fatal. Mesmo dietas de baixa caloria que fornecem nutrição insuficiente mataram, com relatórios de autópsia mostrando os sinais característicos de fome.

Mas, como Barbieri mostra, a questão de quanto tempo as pessoas podem viver sem alimentos é complicada.

Antes de sua primeira refeição após o jejum, ele alegou ter esquecido o sabor da comida. Para o café da manhã naquela manhã de julho, ele comeu um ovo cozido, uma fatia de pão com manteiga e uma xícara de café preto.

 

 

Este artigo foi publicado originalmente pela Business Insider

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