História

Imperadores romanos: grandes nomes, quem foram e principais feitos

Houve uma linhagem de imperadores romanos que assumiram o trono de um dos maiores impérios da história, conheça aqui os principais nomes.

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O Império Romano existiu entre 27 a.C. e 476 d.C. Por ele passaram uma série de imperadores romanos. As principais características desse governo foram as grandes conquistas territoriais, bem como sua estrutura agrária e comercial. Neste período, Roma dominou territórios europeus, africanos e regiões do Oriente Médio.

Além da estrutura econômica desenvolvida durante o período imperial, outros fatores que chama bastante atenção são as mudanças socioculturais. Por ser bastante extenso, o Império Romano foi marcado por uma população miscigenada. Com a mistura de culturas e crenças, viu também o nascimento do cristianismo.

A palavra Imperador vem do latim “imperator”, que significa “aqueles que mandam”. Este era o título dado aos generais que assumiram o poder de Roma. Tudo começou com a nomeação de Otávio Augusto como governante, após a morde Júlio César. Então, dando fim ao sistema de República.

Principais imperadores romanos

Fonte: Flickr

O império começa com a Crise da República. A partir daí, várias famílias patrícias passam pelo poder, enfrentando invasões e promovendo modernizações no território romano. Sendo assim, muitas dinastias assumiram o poder. Só para ilustrar, podemos citar as linhagens:

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  • Júlio-Claudiana: Augusto, Tibério, Calígula, Cláudio e Nero;
  • Flaviana: Vespasiano, Tito e Domiciano;
  • Antonina: Nerva, Trajano, Adriano, Antonino Pio, Marco Aurélio e Comodo;
  • Severa: Sétimo Severo, Caracala, Macrino, Haliogábalo e Alexandre Severo.

Embora esses sejam apenas alguns exemplos das linhagens que chegaram ao trono, é importante reforçar que houveram épocas dramáticas marcadas por golpes militares, transições de imperadores, usurpadores e anarquistas.

Visto que, de acordo com Joseph Homer Saleh, dos 69 imperadores romanos 55 foram assassinados, 8 mortos em combate e 6 cometeram suicídio, essa era uma profissão de alto risco. Logo, havia um constante rodízio de governantes. Porém, abaixo mencionamos alguns dos imperadores romanos de maior destaque:

Imperadores romanos júlio-claudianos

Otaviano

Imperadores romanos: grandes nomes, quem foram e principais feitos
Fonte: Hilda Prado Araújo

Caio Júlio César Otaviano Augusto foi o primeiro imperador de Roma, entre 27 a.C a 14 d.C. Mais conhecido como Otaviano Augusto, nasceu na capital italiana em 23 de setembro no ano 63 a.C. E pertenceu à dinastia Júlio-Claudiana.

Foi responsável por organizar diversas expedições militares na Récia, Panônia, Hispânia, Germânia, Arábia e África. Em contrapartida, também foi quem pacificou as regiões dos Alpes e Hispânia. Além disso anexou as regiões da Gália e Judeia. Tudo o que aprendeu da política romana lhe foi ensinado por seu tio-avô Júlio Cesar.

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Se destacou, sobretudo na economia, estimulando a agricultura e o comércio. Bem como dividiu a capital do Império em 14 províncias, dessa forma, facilitando a cobrança de impostos e do censo militar. E, para aumentar a beleza da capital, ainda revestiu as construções de mármore.

Ele foi o primeiro imperador a ser proclamado “Augusto”. Recebeu este título de “deus” por meio do Senado. Otaviano se identificou com essa designação a ponto de as pessoas acharem que era seu segundo nome. Na época, era comum cultuar os imperadores romanos e, dessa forma, o mês de Agosto recebeu este nome em sua homenagem.

Coincidentemente, Otaviano augusto morreu em 19 de agosto de 14 d.C, na comuna italiana de Nola.

Tibério

Fonte: The Partial Historians

Tibério Cláudio Nero César governou entre os anos 14 e 16 d.C. Foi o segundo imperador de Roma pertencente à dinastia júlio-claudiana, sucedendo seu padrasto Augusto. Curiosamente, segundo indícios históricos, foi durante seu reinado que Jesus foi crucificado.

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Embora não fosse herdeiro direto de Otaviano, Tibério foi adotado pelo mesmo após casar-se com sua filha e irmã adotiva, Júlia, a Velha. Ademais, após essa adoção, todos os possíveis rivais de Tibério na sucessão ao trono foram morrendo de forma conveniente.

Conhecido como um dos maiores generais de Roma, esse governante é descrito como obscuro, recluído e sombrio. Além disso, há quem diga que o mesmo nunca quis ser imperador. Após perder o filho  Júlio César Druso em 23 d.C., Tibério adotou Calígula, seu sobrinho-neto, e fez dele seu sucessor.

Calígula

Imperadores romanos: grandes nomes, quem foram e principais feitos
Fonte: Walks Inside Rome

Caio Júlio César Augusto Germânico, mais conhecido como Calígula, governou entre os anos 37 e 41 d.C. Ao contrário de seu tio-avô, Tibério, Calígula possuía uma personalidade extravagante descrita como cruel e, por vezes, pervertida. Ademais, assim como a maioria dos imperadores romanos, ele foi assassinado.

Filho de um dos maiores generais da história romana, Calígula recebeu metade do direito ao trono, já que segundo as determinações de Tibério, deveria dividi-lo com seu outro herdeiro e neto, Tibério Gêmelo. Contudo, sem demora, Calígula deu fim ao seu rival.

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Sua administração foi marcada por um começo próspero e uma gestão impecável. Todavia, após ficar doente, Calígula mudou seu jeito de governar. Como resultado de diversos erros, Roma foi acometida por miséria e fome. Ademais, Calígula tem seu nome associado à uma série de escândalos incestuosos.

Cláudio

Fonte: Quora

Tibério Cláudio César Augusto Germânico foi imperador de 41 a 54 d.C. Nascido em 1 de agosto de 10 a.C., diferentemente dos outros imperadores romanos, ele não nasceu na Itália. Durante a infância sofreu com problemas de gagueira. Sendo assim, foi afastado da possibilidade de sucessão imperial.

No entanto, subiu ao trono em 41 d.C. e se tornou um governante bastante competente. Isso porque, entre os imperadores romanos, foi responsável pela construção de canais e aquedutos e pavimentação de estradas. Em virtude de facilitar a comunicação entre províncias mais afastadas.

Cláudio também organizou as finanças do Estado e conseguiu manter a paz em seu território. Além disso, ergueu o porto de Óstia e teve importantes conquistas militares, anexando ao seu poder as províncias da Trácia, Judeia, Lícia, Nórico e Panfília e Mauritânia. No entanto, sua maior conquista foi a Britânia, que é a atual Grã-Bretanha.

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Cláudio morreu envenenado por sua esposa em 54 a.C. e, logo após, foi deificado.

Nero

Imperadores romanos: grandes nomes, quem foram e principais feitos
Fonte: Medium

Nero Cláudio Augusto Germânico foi imperador de 54 d.C. a 68 d.C., subindo ao trono após a morte de Cláudio. Nascido em Anzio, na data 15 de dezembro de 37, é conhecido por um reinado esplendoroso. No entanto, foi responsável por cancelar todos os éditos do governante anterior.

Sendo assim, para acabar com revoltas, usou de extrema violência, bem como outros imperadores romanos. Diferentemente de outros governantes do império, Nero não se dedicou a conquistar novos territórios. No entanto, conseguiu melhorar as relações com a Grécia.

Mas as polêmicas de seu governo são muitas e existem dúvidas quanto a sua capacidade como imperador, uma vez que era influenciado por sua mãe Agripina. Alguns episódios marcaram Nero como desequilibrado, como assassinar o filho do ex-imperador em 55 e ordenar o assassinato de sua própria mãe em 59.

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Entretanto, o que marcou seu governo foi um grande incêndio que destruiu grande parte de Roma 64 d.C. Alguns historiadores afirmar que ele não fez nada para impedir o fogo, o que serviu de estratégia para culpar os cristãos e sacrificá-los.

Contudo, há também quem acredite que o imperador não teve nada a ver com o caso, pois não estava na capital naquele momento. Inclusive sua morte foi polêmica ao cometer suicídio no dia 6 de junho de 68 d.C. em Roma. Sendo assim, deu fim à dinastia júlio-claudiana.

Imperadores romanos flavianos

Vespasiano

Fonte: Antiques Boutique

Tito Flávio Vespasiano foi o primeiro imperador da dinastia flaviana, governou entre anos de 69 e 79 d.C. Ao contrário de seus antecessores, Vespasiano possuía origem modesta e só veio a ganhar renome após tornar-se comandante militar, destacando-se na invasão romana à Britânia.

Não há muitos registros sobre seu período no governo, porém destaca-se uma reforma financeira realizada durante o mesmo. Ademais, foi esse imperador o responsável pela construção do Anfiteatro Flávio, popularmente conhecido como Coliseu.

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Em suma, seu período de governo foi marcado por uma administração eficaz que permitiu o progresso de Roma. Todavia, Vespasiano faleceu em decorrência de uma inflamação inestinal e o trono passou para seu filho.

Tito

Imperadores romanos: grandes nomes, quem foram e principais feitos
Fonte: História de Roma

Tito Flávio Vespasiano Augusto foi imperador de 79 d.C. a 81 d.C. Seu reinado foi bastante curto, mas muito significativo uma vez que o fez conhecido pela destruição do Templo do Rei Salomão. O desmantelamento tinha como objetivo acabar com as revoltas da Palestina e, consequentemente, iniciou a diáspora dos judeus pelo mundo.

Nascido em 30 de dezembro de 39, ficou conhecido por ser cruel e intolerante, sendo considerado o “novo Nero”. No entanto, foi responsável por vários benefícios ao povo de Roma, como por exemplo a finalização da construção do Coliseu.

Além disso, durante seu governo ocorreram três grandes desastres naturais: outro incêndio em Roma, uma terrível peste e a erupção do Vesúvio que engoliu a região da Pompeia.

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Sua morte, em 13 de setembro de 81 d.C., deixou um enigma para os historiadores. Antes de falecer ele disse: “cometi apenas um erro em minha vida”. Muito ainda se especula sobre qual teria sido este erro. Posteriormente o Senado o deificou e Tito passou a ser cultuado em Roma.

Imperadores romanos antoninos

Trajano

Fonte: Histórias de Roma

Marco Úlpio Nerva Trajano reinou como imperador entre 98 d.C. e 117 d.C., sendo o primeiro a nascer na província Itálica, atual Santiponce (na Espanha), em 53 d.C. Entre os imperadores romanos foi considerado excelente general, administrador detalhista e disciplinado.

Seu reinado foi marcado pelo alagamento da fronteira Leste do império. Outro ponto foi seu comando das tropas em guerra de expansão, bem como a implementação de um programa de obras públicas. Trajano buscou melhorar as condições de saúde e de higiene da população romana.

Ele também construiu o Fórum de Trajano e a Coluna de Trajano, em Roma. Igualmente, foi responsável pela terceira perseguição contra os cristãos. Veio a falecer em 117.

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Adriano

Imperadores romanos: grandes nomes, quem foram e principais feitos
Fonte: Liszt Rangel

Públio Élio Trajano Adriano imperou de 117 a 138. Sobrinho e protegido de seu tio e antecessor, Trajano, nasceu também em Itálica, em 76. Assim como seu tio, ele se mostrou um excelente administrador através da implantação do Édipo Perpétuo, que durou até o século VI.

Além disso, seu tempo como imperador foi marcado pela construção da Muralha de Adriano, localizada na atual Grã-Bretanha. Essa obra foi feita por soldados que, simultaneamente, combatiam guerras. Ao invés de atacar, preferiu aderir uma política de defesa, por exemplo, a ideia de criar a muralha foi para proteger os romanos contra ataques.

O reinado de Adriano teve fim com sua morte em 138, em Roma.

Imperadores romanos severos

Sétimo Severo

Fonte: Reddit

Lúcio Sétimo Severo governou entre 193 e 211 d.C. Curiosamente, ele foi o primeiro cidadão oriundo de província, sem ascendentes romanos, a atingir o trono. De ascendência africana, esse imperador conseguiu  situar-se na sociedade romana e até mesmo ter uma próspera carreira política.

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Seu reinado teve um destaque militar, o qual retomou o poder romano sobre a Mesopotâmia e defesa contra os ataques bárbaros. Todavia, politicamente falando, Sétimo Severo nunca obteve apoio entre os senadores, tendo que firmar seu poder com apoio do exército.

Apesar da implantação de uma ditadura militar, Severo era popular entre os cidadãos, principalmente por ter conseguido conter a corrupção. Por fim, o imperador romano faleceu aos 65 anos, vítima de gota.

Imperadores romanos do período de restauração

Diocleciano

Imperadores romanos: grandes nomes, quem foram e principais feitos
Fonte: Vila Gallica

Caio Aurélio Valério Diócles Diocleciano reinou entre de 284 e 305. Diferentemente dos outros imperadores romanos, não se sabe ao certo sua data de nascimento, mas calcula-se por volta de 244. Bem como o local onde nasceu também é impreciso.

Ele foi responsável pela instituição de uma diarquia e uma tetrarquia em Roma. Ou seja, foi adquirindo governantes auxiliares durante seu reinado. Pois acreditava que somente um homem com seus talentos não conseguiria defender o Império. Sendo assim, Diocleciano dividiu o território em Ocidental e Oriental para cada um ser governado por um “Augusto”.

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No entanto, todas as decisões políticas deveriam ser tomadas em acordo comum entre eles. Dessa forma, várias rebeliões dos governadores de províncias desunificando o império. Para mudar esse cenário, ele promoveu a Perseguição de Diocleciano ou a Grande Perseguição aos cristãos. Já velho e doente, após abdicar do trono, ele morre em 311.

Constantino

Fonte: Yorkshire Live

Flávio Valério Aurélio Constantino foi imperador entre os anos de 306 d.C. e 337 d.C. Mais conhecido como Constantino Magno, nasceu em 26 de fevereiro de 272, em Naissus (na atual Sérvia), e foi o primeiro dos imperadores romanos a ser considerado cristão em toda História.

Grande parte do seu reinado foi para combater povos germânicos de invadir o Império Romano. Em 313, acabou com a perseguição aos cristãos, pois simpatizava com a religião. No entanto, favorecia o cristianismo e o paganismo na mesma medida. Dessa forma, aumentou sua força política.

Ele foi responsável pelo I Concílio de Niceia em 325, reunindo cerca de 300 bispos. Na ocasião foi definida a natureza divina de Jesus, a data da Páscoa e a promulgação da lei canônica. Bem como, o domingo de descanso. Já estruturalmente, Constantino ampliou a cidade de Bizâncio e transferiu a capital do império romano para o Oriente.

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O imperador faleceu em 22 de maio de 337. Posteriormente à sua morte, em 1453, a Nova Roma foi renomeada de Constantinopla (hoje chamada de Istambul).

E então, gostou de aprender um pouco sobre os líderes da Roma Antiga? Sendo assim, aproveita e corre para ler O fim do Império Romano e o papel dos bárbaros nessa história.

Fontes: Toda Matéria, Todo Estudo, Sua Pesquisa, Roma Pra Você, Aventuras na História.

Bibliografia:

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  • Saleh, J.H. Statistical reliability analysis for a most dangerous occupation: Roman emperor. Palgrave Commun 5, 155 (2019). https://doi.org/10.1057/s41599-019-0366-y.
  • M. A., Linguistics; B. A., Latin. Biography of Tiberius, 1st Century Roman EmperorThoughtCo.
  • Philip Milnes-Smith, From Caligula to Constantine. Tyranny and Transformation in Roman Portraiture , Journal of roman studies, ISSN 0075-4358, Nº 93, 2003, pág. 319.
  • “Otho, Vitellius, and the Propaganda of Vespasian”, The Classical Journal(1965), p. 267-269.

Imagem de destaque: iam_os.

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