Geografia

Mudanças climáticas – O que são, causas, consequências e desafios

Mudanças climáticas são variações que podem alterar o modo de viver das espécies animais e vegetais, incluindo os seres humanos.

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Enchentes, queimadas, derretimento de geleiras, calor ou frio intensos. Esses são alguns dos fatores cada vez mais comuns que estão relacionados diretamente às mudanças climáticas, impactadas diretamente por causas naturais ou mesmo pela ação humana.

Em suma, mudanças climáticas são alterações desencadeadas na temperatura, níveis de precipitação (chuva) e nebulosidade que ocorrem a um nível global.

Tais modificações acontecem em um grande período de tempo, podendo ser observadas ao longo de anos, décadas ou até mesmo séculos.

Sendo assim, a comunidade científica tem olhado atentamente para as consequências desencadeadas pela ação desenfreada do homem na natureza.

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Algumas das ações estão relacionadas com a exploração dos recursos naturais, emissão de gases poluentes na atmosfera (sobretudo nas grandes metrópoles e centros industriais), desmatamento e poluição ambiental.

Mas, afinal, quais as causas desse fenômeno? Quais suas consequências mais graves? Aquecimento global e Efeito estufa fazem parte dessas mudanças? E quais os desafios que o Brasil deve enfrentar por conta das alterações no clima? Todas essas respostas você encontra abaixo.

Mudanças climáticas e o Aquecimento Global

Para entender de que forma as mudanças climáticas estão modificando negativamente o cotidiano dos seres vivos, primeiramente é preciso conhecer os conceitos que fazem parte desse estudo.

O primeiro deles é o Efeito estufa, movimento de absorção atmosférica que ajuda a manter o equilíbrio da temperatura da Terra.

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Mudanças climáticas - Conceitos, causas, consequências e desafios
Beduka

Primeiramente, a Revolução Industrial aumentou consideravelmente a emissão de gases poluentes lançados à atmosfera, sobretudo do dióxido de carbono (CO2).

Esse aumento na poluição passou a modificar o funcionamento do efeito estufa, fenômeno responsável por absorver a radiação solar e reter uma grande quantidade do calor atmosférico.

Nesse sentido, o efeito estufa é formado por uma camada de gases como gás carbônico (CO²), N²O (óxido nitroso), metano (CH4) e vapor d’água. Ele ajuda a manter a vida na Terra, já que mantém a temperatura sempre aquecida.

A partir de então, tem ocorrido um movimento inverso desse processo: o aumento da emissão dos gases poluentes acaba por formar uma barreira que impede os raios solares de voltarem à atmosfera, causando ondas de calor e crescimento das temperaturas. É esse fenômeno que chamamos de Aquecimento Global.

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O Efeito Estufa, junto ao aquecimento global, são processos fundamentais para entender quais são as mudanças climáticas e como elas impactam a biodiversidade e a sobrevivência das espécies.

Causas das mudanças climáticas

O Painel Governamental de Mudanças Climáticas (IPCC), pertencente a Organização das Nações Unidas (ONU), é um dos responsáveis por avaliar as informações sobre o clima.

Instituto Socioambiental

Ele afirma que há 90% de certeza que o homem é o responsável pelo aumento da temperatura terrestre e, portanto, pelos efeitos do aquecimento global.

Atualmente, verifica-se um aumento na queima de combustíveis fósseis. Igualmente, tem crescido o desmatamento de florestas nativas em substituição a parques fabris e por madeireiras que objetivam lucro.

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Da mesma forma, convém destacar a capacidade do solo em estocar CO², o que representa perda significativa com a liberação do gás para a atmosfera.

As consequências do Aquecimento Global

Uma das principais mudanças climáticas é a elevação do nível do mar por conta do derretimento das calotas polares, o que altera a temperatura das águas e afeta o ecossistema.

Desse modo, estima-se que o aumento no nível dos oceanos possa variar entre 1 e 2,5 metros até 2100.

Mudanças climáticas - Conceitos, causas, consequências e desafios
Vegazeta

Gradativamente, há a previsão de que eventos climáticos cada vez mais intensos ocorram e afetem as populações, sobretudo as que vivem próximo ao litoral.

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Ademais, eventos extraordinários como secas e enchentes e queimadas causam outros problemas que tendem a reduzir a qualidade de vida das espécies animais e vegetais.

Impactos ambientais do Aquecimento Global

Os grandes períodos de seca aumentam os focos de incêndio, inviabilizam a existência de ecossistemas naturais nos biomas, causam sofrimento devido à escassez de água e prejudicam a produção de alimentos.

Esse último fator ainda provocaria o aumento do preço nos supermercados, inviabilizando a aquisição pelas classes mais vulneráveis.

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Senado Federal

Por outro lado, o excesso de chuvas provocaria inundações, podendo resultar em mortes e perdas materiais. Igualmente, animais e plantas sofreriam para manter o habitat natural, o que resultaria na extinção de espécies e redução da fauna e flora locais.

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Em suma, essas são algumas das consequências da intervenção humana na natureza. Muitos fatores estão envolvidos e que, se não forem revistos, podem colocar em risco a sobrevivência no planeta Terra.

Os desafios na redução de gases poluentes

O 4º relatório do IPCC trouxe conclusões acerca dos impactos das mudanças climáticas no Brasil. Resumidamente, ele destaca a redução dos recursos hídricos no Nordeste, o aumento das chuvas no Sudeste e a extinção das plantas do Cerrado graças ao aumento da temperatura.

Mudanças climáticas - Conceitos, causas, consequências e desafios
O Eco

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil tem desenvolvido ações para combater as intervenções humanas no que diz respeito ao agravamento do Aquecimento Global.

Nesse sentido, a mais importante delas é a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), regulamentada pela Lei nº 12.187/2009.

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A norma visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa, preservar e recuperar biomas naturais, além de incentivar o reflorestamento em áreas degradadas.

Por sua vez, o país assinou dois acordos que definem metas para reduzir a emissão de gases poluentes: Protocolo de Kyoto e Acordo de Paris.

Protocolo de Kyoto e Acordo de Paris

O Protocolo de Kyoto entrou em vigor em 2005 e definiu a redução na emissão de GEE em duas etapas: a primeira a uma média de 5% em relação a década de 1990 e a segunda em 18% abaixo dos níveis de 1990 e no período de oito anos, entre 2013 e 2020.

Dez anos após a regulamentação do protocolo, em 2015, foi traçado um panorama sobre quais países assinaram e ratificaram o acordo, assim como aqueles que não assumiram ou desistiram do compromisso.

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Conforme pode ser verificado no infográfico abaixo, a grande maioria dos países da América do Sul, Ásia e parte da África e Oceania não estabeleceram metas de redução de gases.

Já os dois países na cor preta, Sudão do Sul e Afeganistão, foram os únicos a assinarem o protocolo, enquanto o Canadá renunciou e a Rússia não apresenta metas.

Por outro lado, a Europa se destaca como o único continente com metas de redução entre 2013 e 2020. Contudo, houve aumento na emissão de combustíveis fósseis de cerca de 16%, apesar da queda no desmatamento e uso do solo.

Folha de São Paulo

Dessa forma, o tratado teve alguns avanços, como o investimento em energias renováveis e a ampliação de florestas, sobretudo entre os países da União Europeia.

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De maneira semelhante, o Acordo de Paris foi assinado em dezembro de 2015 como forma de reforçar o compromisso dos grandes países em lidarem e minimizarem os impactos causados pelas mudanças climáticas.

O Brasil ratificou o acordo em 2016 e, desde então, assumiu compromissos oficiais que devem ser cumpridos em dois períodos: Até 2025 e até 2030.

Os principais desafios, entre outros, são a redução dos GEE em 43%, o reflorestamento de florestas e o alcance de 45% de energias renováveis.

As mudanças climáticas e o aumento das queimadas

Apesar do compromisso assumido pelo Brasil, verifica-se que os acordos estão cada vez mais distantes de serem cumpridos.

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Mudanças climáticas - Conceitos, causas, consequências e desafios
Outras Palavras

Em 2020, segundo fontes oficiais, houve um aumento de 195% em queimadas no Pantanal em relação ao mesmo período de 2019. Já a Amazônia contou com 28% de crescimento nos focos na comparação entre julho de 2020 e julho de 2019.

Gostou do texto e deseja saber mais? Então, confira também a matéria sobre Os Impactos ambientais – O que é e quais são os seus tipos.

Fontes: Brasil Escola, Ecycle, WWF, Ministério do Meio Ambiente, Planalto, Folha de S. Paulo, Correio Brasiliense, Câmara

Imagens: RFIBrainly/Politize, Instituto Socioambiental, Folha de S. Paulo, O Eco, Vegazeta, Senado Federal, Outras Palavras

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