História

O que é Naturalismo? Contexto, características e autores

Naturalismo foi um movimento artístico e literário, surgido na França. O termo foi usado por Émile Zola, que se inspirou em ideias de Darwin.

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O Naturalismo foi um movimento literário e artístico que surgiu na França, no século XIX. O termo foi cunhado pelo escritor Émile Zola, principal representante deste movimento artístico e autor da obra Thérèse Raquin, primeiro romance naturalista, publicado em 1867.

Considerado uma corrente mais extrema do Realismo, o Naturalismo teve grande influência das ideias evolucionistas de Charles Darwin, assim como de outras correntes científicas propagadas na Europa, como o Positivismo.

Todavia, as ideias do Naturalismo se espalharam por toda a Europa, em um primeiro momento. Por exemplo, em Portugal, o movimento surgiu em 1875 com Eça de Queiroz. Já no Brasil, o Naturalismo teve início em 1881, com a publicação da obra O Mulato, de Aluísio de Azevedo.

O que é Naturalismo? Contexto Histórico

Durante o século XIX, a Europa passava por transformações de ordem econômica, política e social, fruto de momentos determinantes do século anterior, como a Revolução Industrial e a Revolução Francesa.

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A industrialização trouxe a formação de grandes centros urbanos, ao passo que a sociedade se dividia economicamente e socialmente em burguesia e proletariado, formada por trabalhadores assalariados.

O que é Naturalismo? Contexto, características e autores
Hubpages.

Todavia, as péssimas condições de trabalho da época foram motivos para o surgimento de teorias, como a propagação das ideias de Karl Marx. Vale dizer que a divisão classista proposta pelo autor influenciou a estética desenvolvida pelo Naturalismo.

O continente europeu também experimentou uma Segunda Revolução Industrial, o que ocasionou novas descobertas, invenções e o desenvolvimento maciço do cientificismo, em uso desde o século XVII.

Em seguida, Auguste Comte desenvolveu o positivismo, Charles Darwin deu luz a teorias evolucionistas e Mendel escreveu suas leis de hereditariedade. Paralelamente, o determinismo se manifestava como uma corrente de pensamento que entendia que o contexto e o meio em que o indivíduo vive seriam determinantes para suas ações.

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Características

O Naturalismo foi caracterizado pelo determinismo, que pregava o indivíduo como um figurante da história e não mais o sujeito. O cientificismo da época era outra característica marcante do Naturalismo e encarava o homem como produto das leis naturais.

Todavia, os autores naturalistas tinham interesse em temas que caracterizassem patologias sociais. Nesse sentido, as obras traziam tópicos como taras sexuais do ser humano, vícios, doenças e outras questões.

Émile Zola, fundador do Naturalismo.

O Naturalismo foi um movimento que representou o lado mais animalesco do homem, ou seja, a parte não civilizada, por exemplo. As narrativas naturalistas eram objetivas e impessoais, e a preferência era por temas cotidianos.

Nas obras do Naturalismo, predominava a forma descritiva. Além disso, outra característica marcante era o engajamento das obras, que denunciavam aspectos sociais retrógrados e mazelas da sociedade, como a miséria e a desigualdade provocada pelo capitalismo.

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Naturalismo no Brasil

O Naturalismo no Brasil foi um movimento que surgiu no final do século XIX, em meio à crise do Segundo Reinado, que trouxe uma certa agitação política e social, sendo determinante para a Proclamação da República.

Nesse sentido, o início do Naturalismo no Brasil aconteceu em 1881, com a publicação da obra O Mulato, de Aluísio de Azevedo. A obra aborda o racismo da época e, de certo modo, os naturalistas brasileiros eram abolicionistas e republicanos.

No conjunto de escritores importantes do Naturalismo brasileiro, além de Aluísio de Azevedo, destacam-se também os nomes de Raul Pompeia, Adolfo Caminha e Inglês de Sousa.

Principais autores do Naturalismo

O Naturalismo foi um movimento surgido na França, no século XIX. Seu fundador foi Émile Zola, um romancista, dramaturgo, poeta e crítico literário nascido em Paris. Zola era considerado como o pai do romance experimental e, dentre suas obras, podemos destacar o livro Germinal, de 1885.

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Nesse sentido, em Portugal, Eça de Queiroz inaugurou o Naturalismo português com o livro O crime do Padre Amaro, publicado em 1875. O romance aborda a relação amorosa de um padre e uma mulher comprometida, tema polêmico para a época.

Farofa Filosófica.

O Naturalismo brasileiro foi marcado por nomes como Aluísio de Azevedo, que inaugurou o movimento no Brasil com a obra O Mulato, de 1881. Todavia, o autor também foi responsável por escrever O Cortiço, de 1890, que abordava a sociedade periférica carioca.

Todavia, o brasileiro Adolfo Caminha é considerado outro grande nome do Naturalismo. O autor escreveu a obra A Normalista, em 1893, consolidando-se como escritor naturalista e trazendo temas como o incesto à tona.

O autor foi responsável pelo livro O Bom Crioulo, de 1895. Nele, um retrato de uma relação homossexual entre um oficial da Marinha e um grumete, patente mais baixa da corporação militar.

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Então, o que achou da matéria? Se gostou, leia também: Romantismo, o que é, contexto histórico e características.

Fontes: Brasil Escola, Significados, Português, Toda Matéria

Imagens: Hisour, Hubpages, O Outro Lado da Notícia, Farofa Filosófica

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