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Significado de sociedade: o que é, conceito, definição e tipos

Sociedade está relacionada ao grupo de pessoas que convivem juntas compartilhando regras, ideologias e tradições de forma organizada.

Sociedade, o que é? Definição, tipos de sociedade e características

Você já parou para pensar sobre o que é sociedade? O termo se refere ao conjunto de seres humanos que vivem juntos.

O que é sociedade?

A palavra sociedade vem do latim “societas”. Em resumo, é a associação amistosa com outros indivíduos de um mesmo conjunto de seres.

Dessa forma, o termo está ligado com a relação que existe entre indivíduos que compartilham de uma mesma:

  1. Ideia;
  2. Cultura,
  3. Atividade e etc.

Ou seja, ações que fazem as pessoas viverem de forma harmônica.

Elas são formadas, desde os primórdios, como uma forma de sobrevivência. Assim, existem distinções dentro deste conceito. Isso faz com que ele seja complexo e com variações de acordo com o local.

Logo, não dá para definir as sociedades apenas como grupos de pessoas em certo lugar.

Sociedade, o que é? Definição, tipos de sociedade e características
A sociedade do Egito Antigo era dividida em categorias.

Definir à fundo o que é sociedade se torna complexo. Isso por causa de certos pontos. Como por exemplo, o objetivo comum. Isso porque, dentro delas existem normas que todos devem seguir.

Essas normas formam um tipo de pacto social. Isso com o intuito de beneficiar os que fazem parte desse grupo social. Para que o pacto funcione, as pessoas devem cumprir os seus deveres.

Além disso, existe o fator da cultura que é diferente de um lugar para outro. A cultura é um conjunto de hábitos e costumes das pessoas que fazem parte de uma mesma sociedade.

Quais são as diferenças

Não dá para classificar uma sociedade de uma forma homogênea. Isso porque, pode haver várias diferenças entre o grupo de pessoas que convive de forma coletiva.

Contudo, a forma como elas são estruturadas se parecem em como elas funcionam.

Sendo assim, as pessoas que fazem parte de uma sociedade podem ser de grupos étnicos variados. Além disso, eles não têm que fazer parte de um único tipo de classe social.

O que vai indicar que eles são uma sociedade, é a partilha de interesses entre os membros.

As comunidades

A partir dos grupos sociais, as sociedades são divididas em comunidades. Assim, as comunidades são organizações sociais. Sendo que, no geral, elas são formadas, por exemplo, por:

  1. Instituições (o governo é um exemplo);
  2. A família;
  3. A escola.

O termo também pode ser usado para se referir à grupos que têm uma mesma visão de mundo. Ou ainda ao profissional. Além disso, eles podem ter objetivos em comum.

Por exemplo, a Sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade (SBMFC). Outro exemplo é a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Enfim, as sociedades humanas são um objeto de estudo da sociologia e da antropologia. Por outro lado, as sociedades animais são um objeto de estuda da sociobiologia e da etologia.

Qual é o conceito de comunidade?

As sociedades são grupos de pessoas que se organizam com base na cultura e nos sistemas.

Por conta disso, eles podem ter diferenças em relação ao grau de organização. O termo se diferencia em relação à comunidade. Este, por sua vez, vem do latim comunitate. Sendo que ele significa compartilhamento.

Assim, comunidade se refere a um grupo grande ou pequeno de pessoas que compartilham espaço, ideias e cultura.

Nesse sentido, o termo é usado para designar grupos mais antigos que os corpos sociais. Como a comunidade biológica, por exemplo.

Já os corpos sociais, também compartilham de ideias, cultura, crenças e etc. Porém, sob uma espécie de pacto social.

Ou seja, necessitam de associações que farão a organização institucional, estabelecendo organização do grupo social, divisão do trabalho e desempenho de papeis.

As sociedades contam com a presença de um sistema de ordenamento jurídico. Neste caso, são as formas de governo –  que podem variar do mais primitivo ao mais sofisticado –  e as políticas estabelecidas dentro do corpo social.

Portanto, de acordo com a sociologia, existem diferenças entre os termos sociedade e comunidade.

Sendo que, a diferença entre os dois estaria na forma como as pessoas se comportam quando inseridas no meio de convívio.

Isso porque, a sociedade considera as relações sociais como vínculos de interesses conscientes e estabelecidos. Já as relações comunitárias são tidas como articulações orgânicas de formação natural.

Tipos

As sociedades podem se dividir de acordo com o grau de coesão e solidariedade que existe em cada uma. Isso de acordo com a sociologia. Mais precisamente, de acordo com o sociólogo Émile Durkheim.

Dessa forma, podem ser classificadas como:

  1. Solidariedade mecânica;
  2. Solidariedade orgânica.

Entenda mais sobre cada uma delas:

1- Solidariedade mecânica

Neste 1º tipo, estão as sociedades mais primitivas. Elas são pré-capitalistas. Neste caso, existia a divisão do trabalho só de acordo com o gênero.

Ou seja, não havia uma grande massa de trabalhadores que exerciam várias funções. Neste tipo, existia uma coesão maior no grupo como um todo.

Isso ajudava a manter a igualdade de funções entre as pessoas. É claro que existiam exceções. Mas, no geral, existia maior coesão e igualdade de funções.

Além disso, neste tipo de sociedade, não existia quase ou nenhum grau de consciência individual. Isso porque, a coesão social predominava.

Logo, a consciência coletiva controlava a sociedade. Logo, elas mantinham a sua coesão social por meio de laços tradicionais.

Esses laços eram causados pelo fato de que todos tinham os mesmos valores culturais. Sendo que esses valores apontavam o padrão moral que seria seguido.

De acordo com Durkheim, os valores morais, reforçados por séculos de tradição, serviam para estabelecer uma série de regras.

Essas regras apontavam o comportamento das pessoas. De forma com que as pessoas se adequassem às suas funções. Vale destacar que não havia muitas divisões de funções e trabalhos entre as pessoas. 

No processo histórico, a solidariedade mecânica se reduziu. Ela então abriu espaço para uma nova forma de organização e coesão social.

Isso com base na solidariedade orgânica. Neste caso, surgem várias novas funções. Com isso, a consciência coletiva perde espaço. Com isso, temos:

  • Maior consciência individual;
  • Maior diversidade nas formas de pensar e nas crenças;
  • Redução do grau de semelhança entre as pessoas;
  • Maior liberdade individual.
A individualidade é típica da solidariedade orgânica.

2- Solidariedade orgânica

Neste caso, existe um tipo de organismo mais complexo. Sendo que ele cuida da coesão social. Este é um tipo de sociedade pós-capitalista.

Dessa forma, existe uma divisão social do trabalho. Logo, cada pessoa tem um papel mais complexo. Além disso, todos os membros são interdependentes. Por exemplo, neste tipo nós temos:

  • Médico;
  • Agricultor;
  • Professor;
  • Policial;
  • Artesão.

São várias as funções que as pessoas podem exercer. Cada pessoa tem um papel na meio. Sendo assim, todos cumprem papéis sociais. Neste caso, não existe uma união em coesão única e mecânica.

Ao invés disso, existe a divisão de grupos de acordo com as suas categorias. Sendo que uns dependem do trabalho dos outros. Mas essa dependência não é apenas no trabalho. A dependência envolve os:

  • Termos econômicos;
  • Tecnológicos;
  • Moral.

Para Durkheim, a questão moral é o maior problema causado pela divisão do trabalho. Ou seja, a capacidade de manter as pessoas dentro da sociedade de forma harmônica.

A divisão do trabalho faz com que exista maior individualismo. Logo, a consciência coletiva perde espaço e a sua capacidade agregadora.

Isso pode causar situações de anomia. Em resumo, a anomia é quando existe uma crise sobre as regras e normas que servem para manter uma sociedade coesa.

O papel da cultura

A cultura é um fator muito importante para os seres humanos. De fato, este é um dos pontos que diferem os seres humanos e os outros animais. É claro que o raciocínio e a linguagem também são importantes.

Mas a cultura tem um papel especial. Isso porque, apenas o ser humano é capaz de criar cultura. Sendo que o ser humano faz isso desde os primórdios do seu desenvolvimento.

Isso com a intenção de manter uma unidade de coesão nas sociedades. Inclusive, a sociedade é mais um ponto importante. Ela também nos difere dos outros animais.

Os animais irracionais se agrupam em comunidades. No entanto, esse agrupamento é menos complexo. Isso porque, é o instinto que rege a vida animal.

Já os seres humanos vão além do instinto. Nós temos o raciocínio. Com isso, nós conseguimos criar cultura. Também criamos mecanismos complexos de sobrevivência.

Os seres humanos também criaram mecanismos de coesão social e organização. Isso ajuda na nossa sobrevivência.

Por fim, houve a criação dos corpos sociais. Isso com o intuito de impedir o caos social. Afinal de contas, as pessoas são diferentes e têm vontades diversas.

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