História

Revolução Industrial: causas, fases e consequências

A revolução Industrial inglesa foi um avanço tecnológico que mudou o modo de produção de produtos e tornou a Inglaterra uma potência mundial.

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A Revolução Industrial inglesa foi um conjunto de mudanças que ocorreram no século XVIII, com a substituição do trabalho artesanal pelo assalariado e com o emprego de máquinas. No entanto, a principal causa da revolução industrial foi a mudança dos modos de produção capitalista em relação a economia manufatureira.

Outro ponto da revolução industrial que precisa ser esclarecido, é o fato dela ter surgido na Inglaterra. A respeito disso, a Inglaterra saiu na frente nesta revolução pelo fato de já haver consolidado o poder da burguesia.

No entanto, as causas deste fato remetem a revolução Gloriosa preconizada por Oliver Cromwell.A partir deste acontecimento a Inlaterra conquistou uma monarquia com poder absoluto jutamente com o poder burguês.

Além disso, Cromwell criou uma lei de navegação, que estabelecia o monopólio de navegação comercial aos ingleses, resultando no controle das rotas marítimas pela Inglaterra.

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A inglaterra instituira também a lei do cercamento, onde terras comus destinadas aos camponeses desde o feudalismo, foram cercadas para o pasto de ovelhas, para a produção de lã. Assim, milhares de pessoas foram expulsas dos campos e foram para as cidades. Neste sentido tornaran-se mão de obra barata para o nascimento da industria.

A Revolução Industrial surgiu num país bem estabilizado

A Inglaterra era um país unificado e com uma situação política estável. Estava também livre de tarifas alfandegárias e com infraestrutura bancária bem consolidada. No século XVIII já era uma potência econômica internacional, que acumulava grandes somas de capital. Geograficamente também era favorecida, sobretudo pela presença de grande número de portos naturais e rios navegáveis.

Outro fator essencial para a ocorrência ali da Revolução Industrial foi a mão de obra abundante e barata. É que muita gente foi expulsa do campo por grandes proprietários rurais, posteriormente migando para a cidade.

Ademais, a Inglaterra tinha a maior marinha do mundo, de tal forma que ganhou a hegemonia naval.

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A revolução é dividida em três fases cada qual com suas caracteríticas:

  • Primeira fase: Nova organização capitalista, posterior a manufatura e predominate na Inglaterra, tem começo no século XVIII
  • Segunda fase: Metade do século XIX até meados do século XX. Sua características são o avanço tecnológico, novos padrões de consumo, surgimento do Taylorismo e do Fordismo
  • Terceira fases: Revolução tecnocientífica, guerra fria como motor do desenvolvimento industrial e tecnológico, capitalismo financeiro e globalização

A Revolução Industrial inglesa mudou o modo de produção

De simples manufatura ao desenvolvimento industrial

No século XVIII, a produção era artesanal, e assim sendo, o produtor dominava todo o processo produtivo. Mas Inglaterra já possuía manufaturas, que eram grandes oficinas onde os artesãos trabalhavam manualmente.

Mas o comércio estava aquecido e exigia um aumento na oferta de produtos. Surgiram então  diversos inventos que revolucionaram a produção. Em 1767, o inventor inglês James Hargreaves criou a máquina de fiar, que era de madeira. Em 1769, Richard Arkwright criou o tear hidráulico, depois aperfeiçoado e usado na indústria têxtil. Nesse mesmo ano, James Watt inventou a máquina a vapor.

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A energia do vapor passou a ser utilizada nas máquinas de fiar e tecer. Portanto, o primeiro ramo da indústria a ser mecanizado foi o da fiação e tecelagem de algodão. E foi na fabricação de tecidos que ocorreram os mais importantes avanços técnicos no início da industrialização.

A Revolução Industrial inglesa mudou o modo de produção

Máquinas mais sofisticadas aumentaram a produção

A Inglaterra tinha abundância de ferro e carvão, matérias primas da construção de máquinas e para a produção de energia. A produção de carvão aumentou devido às bombas a vapor e outras inovações tecnológicas.

Em 1779, Samuel Cropton aprimorou o tear hidráulico. Ao passo que, em 1785, Edmund Cartwright inventou o tear mecânico, operado por mão de obra não especializada. Isso marcou o fim da tecelagem manual.

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Logo a madeira foi substituída por metal e isso aumentou a resistência das máquinas. A avanço da siderurgia estava em alta.

A Revolução Industrial inglesa mudou o modo de produção

A vida miserável dos trabalhadores, as revoltas e os direitos trabalhistas

Com a Revolução Industrial Inglesa surgiu uma classe operária de baixos salários e jornadas de trabalho de 16 horas. Esses operários eram os antigos donos dos teares e rocas, mas que foram vencidos pelos industriais. Com o vinda do camponês para a cidade, Londres tinha em 1800 uma população de 1 milhão de habitantes.

Mulheres e crianças lotavam as fábricas, com salários mais baixos que o dos homens. As condições de trabalho eram precárias e colocavam em risco a vida e a saúde do trabalhador.

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Com isso houve revoltas, e os confrontos com a polícia se intensificaram. Como tais conflitos atrapalhassem a produção, não interessavam aos industriais. Assim surgiu a Lei Speenhamland, que dava subsistência mínima para os desempregados.

Em 1811 surgiu o Movimento Ludista, que incentivava a destruição das máquinas pelos trabalhadores. Na década de 1830, o Movimento Cartista reivindicava o voto para todos os cidadãos ingleses. E logo surgiram as Trade Union (sindicatos), que proibiram o trabalho infantil, reivindicavam o trabalho de oito horas e o direito de greve.

Você gostou de conhecer como surgiu a Revolução Industrial na Inglaterra? Então vai gosta também de ler porque a Revolução Inglesa foi tão importante.

Fonte: Só História, Toda Matéria, Brasil Escola, Info Escola.

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