Biografia

Afonso Pena, quem foi? Biografia, carreira política e presidência

Afonso Pena foi o sexto presidente da história do Brasil e atuou em diversas áreas da política antes de chegar ao poder executivo.

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O mineiro Afonso Pena foi o sexto presidente do Brasil e seu governo integrou a Política Café com Leite. Assim que assumiu a presidência em 1906, o político se deparou com uma situação socioeconômica estável, resultado da administração de Rodrigues Alves, seu antecessor.

Embora tenha almejado modernizar o país, através da industrialização nacional, Afonso Pena se viu limitado pelos interesses dos cafeicultores que haviam corroborado para sua ascensão ao poder executivo. Sendo assim, seu governo foi majoritariamente marcado por medidas que favoreciam os produtores de café.

Todavia, além de político, Pena se tornou Bacharel em Direito e chegou a dedicar-se à magistratura. Inclusive, foi nesse período em que o mesmo se tornou colega de grandes personalidades da história brasileira, como Rui Barbosa e Castro Alves.

Família, infância e educação

Afonso Augusto Moreira Pena nasceu no dia 30 de novembro de 1847, na cidade de Santa Bárbara em Minas Gerais. Originário de uma família abastada, seu pai, Domingos José Teixeira da Pena, era um proprietário de terras português, e sua mãe, Ana Moreira Teixeira Pena, foi herdeira de uma importante família mineira.

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Presidente Afonso Pena por ocasião da inauguração do 2º trecho da linha da E. F. Noroeste do Brasil, em 1908

Visto que sua família possuía recursos e influência local, Afonso Pena teve acesso a uma educação de qualidade. Assim, após cursar o primário em sua terra natal, aos dez anos de idade ele se tornou aluno do famoso internato católico, Colégio Caraça. Ali, ainda jovem, Pena concluiu o curso de humanidades em 1864.

Com um currículo que incluía teologia, ética e línguas estrangeiras, Afonso Pena foi considerado um aluno brilhante. Como resultado disso, assim que concluiu seus estudos no internato, ele mudou-se para São Paulo com o objetivo de cursar Direito. Dessa forma, ele passou a cursar a Faculdade de Direito de São Paulo.

Em 1870, Pena obteve o título de bacharel e, algum tempo depois, recebeu o grau de doutor. Além de dedicar-se aos estudos, Afonso Pena participava de atividades extracurriculares e chegou a fundar um jornal intitulado Imprensa Acadêmica. Ademais, Pena era contrário ao positivismo, ao republicanismo e defendia a abolição da escravatura.

Carreira política

Após recusar o convite para se tornar professor da Faculdade de Direito de São Paulo, Afonso Pena retornou para Santa Bárbara. Embora tenha iniciado sua vida profissional como advogado, atuando principalmente em defesa dos menos favorecidos, como escravos, não demorou para que a carreira política chamasse sua atenção.

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Afonso Pena, quem foi? Biografia, carreira política e presidência
Afonso Celso, também conhecido como Visconde de Ouro Preto, foi um dos contatos que levou Pena a tornar-se conselheiro do Estado

Em 1874, Pena ingressou no Partido Liberal. Logo em seguida, candidatou-se a deputado provincial e foi eleito. Assim que concluiu seu mandato, foi eleito para o cargo de deputado geral, no qual foi reeleito. Enquanto deputado geral, Afonso Pena defendeu reformas eleitorais para que mais pessoas pudessem votar.

Sua popularidade, influência e ambição política o levaram ao ministério. Assim, em 1882, Afonso Pena tornou-se ministro da Guerra; no ano seguinte migrou para Agricultura, Comércio e Obras Públicas; já em 1885, chegou à posição de ministro do Interior e Justiça.

Infelizmente, sua imersão na política levou-o a abandonar os ideais abolicionistas da juventude. Sendo assim, apesar de ter votado a favor da Lei Áurea, três anos mais tarde, Afonso Pena manifestou seus temores em relação ao impacto que esse processo teria sobre a nação.

Em 1888, devido sua proximidade com Afonso Celso, o Visconde de Ouro Preto, Pena tornou-se conselheiro do Estado. Como incumbência dessa nova função, o advogado foi designado para compor a comissão responsável por reformular o Código Civil brasileiro. Todavia, a implantação da República no Brasil interrompeu a ocupação.

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Afonso Pena e a República no Brasil

Assim como mencionado acima, Afonso Pena era contrário à República. Então, assim como os demais monarquistas, ele aceitou a implantação a contragosto e, apesar de ter se afastado da política, não demorou para observar mudanças favoráveis no cenário e retomar sua carreira.

Após o 15 de novembro, Pena teve suas habilidades conciliadoras reconhecidas. Já que conseguia dialogar tanto com liberais quanto com conservadores sem perder a desenvoltura, foi convidado pelo recém-criado Partido Republicano Mineiro (PRM) a se candidatar a senador estadual constituinte em 1891.

Inclusive, foi enquanto senador estadual que Afonso Pena envolveu-se com os cafeicultores mineiros. Todavia, quando o então presidente, Deodoro da Fonseca fechou o Congresso Nacional, Pena renunciou seu mandato em protesto. Esse manifesto rendeu a ele apoio de grande parte da elite mineira.

A Presidência da República

Diante de uma já consolidada carreira política, em 1905, Afonso Pena foi escolhido para suceder Rodrigo Alves na Presidência da República. Embora tenha concorrido com Nilo Peçanha, Pena foi eleito com mais votos. Assim que tomou posse, ele viajou por todos os estados litorâneos brasileiros para conhecer a opinião pública local.

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Visto que os cafeicultores ajudaram sua eleição, sua política econômica visava a valorização do café. O governo de Pena também ampliou a chegada de colonos, principalmente italianos, no Brasil. Além disso, ele criou o Serviço de Proteção ao Índio, implementou um amplo programa ferroviário e melhorou a esquadra brasileira.

Apesar de ter realizado mudanças significativas durante seu governo, Afonso Pena faleceu antes do término de seu mandato, sendo substituído por Nilo Peçanha, o vice-presidente.

Os últimos dias de Afonso Pena

Afonso Pena morreu aos 61 anos de idade, antes de completar seu mandato como presidente da República

Paralelamente à sua carreira como advogado e político, Afonso Pena casou-se com Maria Guilhermina de Oliveira Pena, com quem teve nove filhos. Dentre as quatro herdeiras mulheres e os cinco homens, o filho Afonso Pena Júnior foi o único a seguir seus passos políticos, tornando-se ministro da Justiça.

Assim, no dia 14 de junho de 1909, Afonso Pena faleceu no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. De acordo com registros, a causa de sua morte é associada a uma forte pneumonia.

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E então, o que achou da matéria? Se gostou, confira também: Barão do Rio Branco, quem foi? Biografia, carreira política e curiosidades.

Fontes: Brasil Escola, eBiografias.com, FGV.

Imagens: Infornatus, Museu Ferroviário Reginal de Bauru, Império do Brazil, Museu da República.

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